Está aberta, de 29 de setembro a 28 de outubro de 2026, a consulta pública sobre a proposta do Programa Nacional de Logística Reversa (PNLR), iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Para quem trabalha com embalagens, conformidade ambiental ou cadeia de reciclagem, esse é um movimento que merece atenção, mesmo antes de virar norma definitiva.
O que o PNLR propõe
O programa reúne diretrizes, linhas de ação e critérios para fortalecer a logística reversa em todo o país. Entre os pontos centrais da proposta estão a integração e maior sinergia entre os sistemas de logística reversa já existentes, a ampliação da cobertura territorial e a identificação de lacunas de infraestrutura, e o melhor aproveitamento das estruturas de coleta, triagem e recuperação de materiais.
Também estão previstos o aprimoramento da rastreabilidade, do monitoramento e da transparência dos fluxos de resíduos, o fortalecimento da articulação entre União, Estados, Distrito Federal, Municípios, setor produtivo e sociedade, a ampliação da participação de cooperativas e associações de catadoras e catadores, e o estímulo à economia circular, à redução de impactos ambientais e ao uso eficiente dos recursos.
Por que isso importa para quem já trabalha com logística reversa
A proposta foi estruturada para promover a coordenação e a integração dos sistemas de logística reversa, fortalecer a responsabilidade compartilhada entre os elos da cadeia e orientar ações voltadas à recuperação e à reinserção de materiais na cadeia produtiva. Na prática, isso significa um movimento em direção a mais rastreabilidade e mais transparência sobre como cada sistema de logística reversa realmente funciona, e não apenas sobre o que declara funcionar.
Para empresas que já operam em conformidade, esse é um cenário favorável: sistemas mais integrados tendem a reduzir ineficiências e sobreposições entre diferentes iniciativas. Para quem ainda trata a logística reversa como pendência a ser resolvida depois, é mais um sinal de que a regulação está avançando em complexidade e capacidade de fiscalização, não recuando.
Como participar
A consulta pública é o momento em que empresas, cooperativas, entidades do setor produtivo e sociedade civil podem enviar contribuições diretamente à proposta antes que ela seja consolidada. As contribuições podem ser enviadas até 28 de outubro de 2026 pela plataforma Brasil Participativo, no endereço brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/pnlr.
Participar desse processo é também uma forma de as empresas que já investem em logística reversa estruturada influenciarem diretamente as regras que vão orientar o setor nos próximos anos.
Equipe Pegada Neutra





